Cuidando de quem cuida: o apoio ao cuidador | Dra. Lisa Ricci

Se você é cuidador de paciente em tratamento de câncer, ou de alguma doença crônica, talvez já tenha se perguntado alguma vez: “quem vai cuidar de quem cuida?”.

O tempo todo cuidamos de familiares, amigos, de alguém que está precisando muito de nós naquele momento, mas você já parou pra pensar que você também precisa se cuidar?

Como quando viajamos de avião. A orientação dos comissários de bordo serve como uma dica importante para aqueles que, de repente, se veem na condição de cuidador. Primeiro colocar a máscara de oxigênio em você, pra depois colocar em outra pessoa. Assim funciona na vida. Primeiro cuide de você, senão não conseguirá cuidar de outra pessoa.

Vale dizer que o cuidador não é, necessariamente, apenas aquele que precisa executar atos mecânicos como dar banho e administrar medicamentos, mas sim a pessoa que está junto e dividindo as angústias e dificuldades do processo de adoecimento. Aquela pessoa com a qual o doente pode contar.

Não é simples, muitas vezes se inicia de surpresa e requer muita adaptação e reestruturação. A franqueza da relação entre o cuidador e o paciente é tão importante, porque é preciso saber o momento em que o cuidador realmente não está bem, que esteja no seu limite, e que precise parar. Às vezes, só é preciso um descanso. Se não for possível compartilhar o cuidado com alguém da família, ou até mesmo contratar um profissional para auxiliar, criar momentos de distração e divertimento é importante.

Encontrar um tempo para cuidar de si próprio. Fazer algo que goste, ler um livro, ver um filme, fazer atividade física, coisas que funcionem como uma higiene mental e mudem o foco. Sempre é possível, nem que seja por algumas horas.

Criar uma rotina e organização para as tarefas necessárias para o paciente é importante para paciente e cuidador, que também ajuda a encontrar o tempo necessário para si próprio. Dentro desse cuidar de si mesmo, buscar grupos de apoio e esclarecimento é sempre válido.

O cuidado é uma demonstração de amor, e ao mesmo tempo uma relação delicada. Além do cansaço físico para ambos, o sofrimento emocional que pode trazer ainda mais em situações de terminalidade. Apesar de difícil, cuidar de quem se ama e gratificante. Sua presença pode ser benéfica para aquela pessoa e de alguma forma, tornar a vida dela melhor naquele momento.

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