Janeiro – Mês de Conscientização sobre o câncer de colo de útero

Janeiro começa com uma campanha não tão disseminada no Brasil mas que vale muito a pena falar: é o mês de conscientização sobre o câncer de colo de útero. É um dos cânceres que mais atinge as mulheres, apesar de ser facilmente diagnosticado precocemente, através do exame de papanicolau, e também prevenível atualmente, através da vacina contra o HPV.

O vírus HPV aliás que é a principal causa do câncer de colo de útero, responsável por praticamente todos os casos. A infecção pelo vírus é sexualmente transmissível, e a persistência do HPV por longos períodos é que determina o surgimento de alterações no DNA das células, podendo ser responsável pelo aparecimento do câncer.

Em fase inicial, o câncer de colo de útero pode não apresentar sintomas, daí a importância da rotina ginecológica periódica. O diagnóstico compreende o exame de papanicolau, que é uma análise da células do colo do útero (citopatologia), a colposcopia (exame feito com o colposcópio, que amplia o colo do útero até 50 vezes para procurar alterações no tecido que recobre a vulva, vagina e colo do útero) e a biópsia (colhendo amostra de tecido a ser avaliada pelo médico patologista).

O câncer de colo de útero tem cura, e assim como outros tipos de cânceres, o diagnóstico precoce contribui para isso. Os exames preventivos podem diagnosticar lesões pré-malignas, o que auxilia muito.

A prevenção do câncer de colo de útero se dá com a vacinação, uso de preservativo durante a relação sexual, e os exames preventivos. As mulheres, mesmo vacinadas, devem realizar exame preventivo periodicamente, a partir do início da vida sexual. Lembrando que a vacinação deve ser realizada na faixa etária dos 9 a 13 anos, ou seja, antes do início da vida sexual.

Existe um esforço mundial de inclusão da vacina em diversos países, especialmente em desenvolvimento, e da proposta de erradicação do câncer de colo de útero pela Organização Mundial da Saúde até 2030. Dentre estes esforços, além da vacina, estão várias estratégias de informação e educação em saúde. Informação salvando vidas!

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