Presença: Seminário aborda o linfoma

Matéria publicada por Manuel Garcia no Jornal Cruzeiro do Sul

No último dia 15 foi lembrado o Dia internacional da Conscientização sobre o Linfoma. Um seminário, realizado no auditório do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) promoveu o debate sobre a doença, ainda muito desconhecida. O evento que foi aberto para médicos, profissionais de enfermagem e a população em geral e mediado pela médica Lisa Aquaroni Ricci, Onco-hematologista do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS) e parceira do Pense Pink, um movimento que nasceu para levar informação às mulheres sobre o câncer de mama.

Aos poucos,o Pense Pink foi crescendo e ampliando sua área de atuação. Ganhou novos parcerias e hoje tem o objetivo de disseminar o conhecimento sobre todos os tipos de câncer. Segundo Lisa, “o conhecimento promove diagnósticos mais precoces e aumenta as chances de cura.”

O seminário contou com a participação de renomados profissionais da área médica. Adriana Scheliga, hematologista e oncologista do grupo Oncoclínicas, do Rio de Janeiro, falou sobre causas, sintomas dos linfomas, quimioterapia e prevenção. Beatriz Birelli do Nascimento, médica nuclear do IDS, especialista em PET CT, falou sobre a importância deste exame. A dermatologista Tatiana Simis falou sobre linfomas cutâneos. Já o Radio-oncologista da Clínica Luthes, em Sorocaba, e do Hospital das Clínicas da Unicamp, Max Strasser, abordou o tratamento de Radioterapia nos linfomas.

Sobre os aspectos psicológicos no paciente e familiares, a fala foi de Lais Moriyama Pereira Lima, psicóloga dos setores de Quimioterapia e Hemodiálise do Hospital Unimed Sorocaba. O evento contou, também, com a participação de João Vittor Pires Luciano, que com 24 anos que teve diagnóstico de Linfoma Hodgkin e contou sobre sua experiência com este tipo de câncer.

O linfoma é um câncer que tem origem em uma célula chamada linfócito — um tipo de glóbulo branco. Essa célula se acumula em regiões do nosso corpo chamadas de linfonodos ou gânglios linfáticos (popularmente conhecidos como ínguas). Em condições normais, os linfócitos realizam a defesa do nosso organismo contra infecções. Quando as células sofrem mutações e se proliferam de maneira desorganizada, surge o linfoma.

Como o sistema linfático está presente em muitas regiões do nosso organismo, o linfoma pode acometer nos mais variados locais (pele, estômago, intestinos, mama, medula óssea etc). Porém, o mais comum é o envolvimento nodal. Os sintomas principais da doença são emagrecimento, aumento dos gânglios, principalmente em regiões como pescoço, axilas e virilhas, sudorese noturna (suores no período da noite), febre vespertina diária (febre baixa, ao final da tarde, não relacionada a infecções), dor no peito, falta de ar e tosse (em linfomas que acometem o mediastino — região do tórax) e prurido (coceira pelo corpo). Atualmente, os avanços no tratamento deste tipo de câncer proporcionam excelentes respostas e altas taxas de cura, chegando até 90% em casos de estágios precoces do Linfoma Hodgkin.

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