Semana Mundial da Aleitamento Materno | Dra. Alice Francisco

Criada em 1992 pela Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação – WABA, a Semana Mundial de Aleitamento Materno tem ações especialmente voltadas a saúde da criança, para promover as metas de amamentação. O movimento começou antes, em 1990, quando um documento foi criado e adotado por organizações governamentais e não governamentais e defensores da amamentação de vários países, dentre eles o Brasil, chamado “Declaração de Innocenti”. Este documento estabeleceu alguns objetivos relacionados ao aleitamento materno, dentre eles implementar os “10 passos para o sucesso da amamentação” em todas as maternidades e adotar legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.

A Semana Mundial é considerada o grande momento para promoção da amamentação. Ocorre em cerca de 120 países, sendo oficialmente celebrada na primeira semana de agosto. A cada ano é definido um tema a ser trabalhado, e são lançados materiais didáticos em 14 idiomas.

O tema sugerido para este ano pela WABA é “Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro”. Este tema tem como objetivo enfatizar a importância de envolver todos os familiares próximos, não somente a mãe, para que seja possível o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e de forma complementar até os dois anos de idade. Contemplar o pais, famílias, locais de trabalho, é fundamental para criar um ambiente que permita as mães amamentarem de forma melhor.

No Brasil, desde 2007 as ações da Semana Mundial de Aleitamento Materno são coordenadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria, mas mesmo assim, apenas 40% das crianças têm amamentação exclusiva nos seis primeiros meses de vida. Melhorar este quadro envolve políticas de proteção social, legislação e locais de trabalho adequados. Medidas como estas são essenciais para promover a amamentação, a saúde e o bem-estar de forma ideal e evitar discriminação, sobretudo no local de trabalho. Medidas como a licença-maternidade de 180 dias, já praticada no setor público e em algumas empresas privadas, devem ser ampliadas. O apoio a mulher é fundamental neste processo, pois a amamentação servirá como base para o desenvolvimento adequado da criança.

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